O homem que sonhou com este Colégio.
Seja bem-vindo. Se o busto apresentado pelo Colégio Batista na Feira do Bordado de Ibitinga trouxe você até esta página, este é o homem a quem ele homenageia: Pr. Antenor Lourenço — patrono do colégio e idealizador do sonho que deu origem a esta instituição.
Ele acalentava o desejo de uma escola diferenciada, que servisse à comunidade e à igreja. Por volta de 1996, sua filha, Raquel, aceitou o desafio lançado pelo pai e liderou o projeto. Assim, o colégio nasceu nas salas do Ministério Infantil da própria igreja, batizado como Centro Educacional Batista de Ibitinga (CEBI).
Com o crescimento, a visão do Pr. Antenor impulsionou a igreja a adquirir o terreno onde foi erguido o edifício principal. Próximo de completar três décadas, o Colégio Batista oferece ensino da Educação Infantil ao Ensino Médio, consolidando-se como referência em excelência educacional na cidade, com a fé e o cuidado que seu patrono plantou.
Foi movimento. Foi entrega.
Filho de imigrantes portugueses, nascido no interior paulista, Antenor Lourenço transformou fé em obra: igrejas plantadas, milhares de vidas batizadas, uma convenção fundada e um colégio sonhado. Esta é a sua história — revelada capítulo a capítulo.
Onde tudo começou.
Antenor Lourenço nasceu em Ibitinga no dia 16 de junho de 1929, filho dos imigrantes portugueses David Lourenço e Guilhermina dos Prazeres Martins Lourenço. Da casa simples herdou o que carregaria a vida inteira: trabalho, palavra e fé.
Converteu-se ao Evangelho aos 18 anos. Casou-se no dia 24 de junho de 1949 e foi batizado logo em seguida, em 4 de setembro do mesmo ano — duas alianças seladas para a vida inteira, no mesmo inverno.
Em 1950, demonstrando vocação natural e compromisso, assumiu a sua primeira função de liderança na igreja local, como Primeiro Secretário. Era só o começo.
Um chamado que não se calou.
Em 1953, passou a atuar como Moderador — liderando e mantendo a igreja unida no período em que a congregação não contava com um pastor fixo. A igreja não tinha pastor; tinha, porém, um servo que não deixava a porta fechar.
No final dos anos 1950, um forte movimento de avivamento espiritual marcou a igreja local. Multidões acompanhavam os batismos no rio. Ali, consolidou-se em definitivo o seu chamado para o ministério.
No dia 16 de fevereiro de 1964, foi oficialmente consagrado Ministro do Evangelho, assumindo a presidência definitiva da instituição.
Uma visão que virou movimento.
No dia 7 de dezembro de 1975, na própria igreja em Ibitinga, o Pr. Antenor uniu-se a outros líderes visionários para fundar a Convenção Batista Nacional do Estado de São Paulo (CBN-SP) — tornando-se o seu primeiro presidente.
Sob a sua liderança inicial, o movimento renovado expandiu-se de forma expressiva pelo interior e pela capital paulista.
Em 1984, durante a formalização da Convenção em cartório, sob a presidência de ata do Pr. Enéas Tognini, a liderança do Estado registrou um elogio formal à “excelência do trabalho desenvolvido pelo Pr. Antenor Lourenço”.
Sementes em muitos solos.
Ao longo de mais de cinco décadas de ministério ativo, o Pr. Antenor viajou por diversos estados e países — responsável direto pelo batismo de milhares de fiéis e pela fundação de dezenas de novas igrejas que permanecem ativas até hoje.
Ibitinga vê nascer um servo
Em 16 de junho, nasce o filho dos imigrantes portugueses David e Guilhermina.
Duas alianças
Casa-se em 24 de junho e é batizado em 4 de setembro — compromissos para a vida inteira.
Ministro do Evangelho
Em 16 de fevereiro, é consagrado e assume a presidência definitiva da igreja.
A Convenção
Em 7 de dezembro, funda a CBN-SP na própria igreja em Ibitinga — e torna-se seu primeiro presidente.
O Colégio
O sonho ganha nome: Centro Educacional Batista de Ibitinga — hoje Colégio Batista, do qual é patrono.
O nome permanece
Seu nome batiza o Seminário Teológico Batista Nacional (STBNAL) em Ibitinga — formando novos pastores, líderes e cidadãos.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.2 Timóteo 4:7
A voz que ainda ecoa.
Um trecho de uma pregação antiga do Pr. Antenor. A mesma voz que atravessou décadas anunciando o Evangelho segue falando ao coração de quem a ouve — como se o tempo não tivesse passado.
Honra ao mérito.
A atuação do Pr. Antenor em prol do desenvolvimento social, educacional e espiritual de Ibitinga foi reconhecida oficialmente pela Câmara Municipal, que lhe concedeu o Certificado de Honra ao Mérito.
O amor de uma vida.
Ao lado de Maria, sua companheira desde 1949, o Pr. Antenor construiu mais do que igrejas: construiu um lar. A família que cresceu ao seu redor carrega hoje o mesmo chamado — servir.
Dos cultos no rio ao colégio sonhado, cada capítulo desta história foi vivido em família. E é pela família — de sangue e de fé — que o seu nome segue vivo.
Momentos que permanecem.